Este blog existe para mostrar às pessoas, especialmente aos estudantes que pensam em cursar jornalismo na universidade, os aspectos da profissão de jornalista que vão contra a ética e a ecologia profunda, e que não são percebidos por causa do ponto em que chegou a cultura humana, porque a sociedade espectadora, ouvinte e leitora alimenta-se desse teatro, desse circo.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Tudo explicado!

Acabou a baderna
(Gregorio Duvivier)

Acabou a baderna. Encontraram o grande financiador do movimento. Já foi provado que membros do PSOL doaram 150 reais para se realizar uma ceia de Natal para mendigos e o dinheiro foi usado para comprar várias rabanadas. Como se sabe, poucas coisas são mais letais que uma rabanada na cara, especialmente se ela estiver dormida.

Muita gente já deve ter morrido a golpes de rabanada do PSOL. Isso porque o pessoal não declarou o panetone. Um panetone é uma arma branca! Ainda mais se for daqueles bem duros, da Visconti. Quando pega na testa, mata na hora. Mas não vai mais matar ninguém. A fonte secou!

Engraçado pensar que alguns acreditavam que o motivo da revolta de junho era a insatisfação popular. Finalmente ficou provado que não. O povo está muito feliz. Eduardo Paes já aumentou a passagem de novo. E não vai dar em nada. O povo não tem problema nenhum com aumento de passagem. O povo não tem problema nenhum com nada. Quem inventa problema é a esquerda caviar. O povo está feliz. Sempre esteve.

Detalhe: ao exumarem o corpo de Josef Stálin, descobriu-se que em sua farda, no bolso esquerdo, havia uma estrela na qual podia-se ler as impressões digitais de Iran Kruschewsky, assessor de Stálin, cuja filha primogênita, Anna Nicolaievna, foi amante de Miriam Pletskaya, embaixatriz da extinta Tchecoslováquia cujo filho, Benjamin Berndorff, tem as mesmas iniciais de Bruno Bianchi, ortopedista brasileiro nascido em 1967, mesmo ano em que nasceu o deputado Marcelo Freixo. Procurado, o deputado negou qualquer envolvimento com o regime stalinista.

"Não acho que o ano em que eu nasci seja um dado relevante para tecer esse tipo de conexão estapafúrdia", afirmou o deputado, saindo pela tangente. A palavra "estapafúrdia", no entanto, já havia sido usada por José Sapir, meu cunhado, para designar a roupa que uma senhora usava em Copacabana, bairro do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu Oscar Niemeyer, stalinista confesso. Ou seja...

A legislação vai mudar, graças a Deus (e à Dilma). Não vamos mais tolerar baderna. A ex-guerrilheira, quem diria, vai baixar o AI-5. O Brasil finalmente está virando um país sério: bandido preso no poste, Polícia Militar ameaçando Porta dos Fundos, leis antiterrorismo. O caminho se abriu. Este é o ano em que Bolsonaro vai assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Chegou o momento, Capitão! Em abril, nossa revolução faz 50 anos.




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Absurdos

De Euclides Bitelo, no Facebook:
Jornalistas que dão discursos do tipo "é um absurdo um clube de futebol proibir os jogadores de falarem com a imprensa, isso é censura" e "é um absurdo o clube punir os jogadores se eles falam algo interno para a imprensa" devem estar liberados pra falar mal da própria firma. Né não?

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Opinião pública: o jornalismo representa ou controla?

"O Judiciário na mídia será controlado por ela. Instituições tradicionais como essa não podem se submeter a outro campo, com linguagem e interesses estranhos ao do Estado, que assim se perde. Um problema do Judiciário é que muitos dos membros não percebem isso, embora haja uma literatura razoável sobre o tema, e acabam cedendo à sedução dos holofotes, em prejuízo próprio e da instituição. Na França, por exemplo, o Judiciário proíbe juízes de se manifestar na mídia. Quem o fizer, será punido, e se insistir, terá de sair. Quem os controla é o Judiciário, não a invencionice da 'opinião pública'. É um tema complexo. Em tempo: só a mídia diz que mídia é democracia, porque a ela 'pertence' a 'opinião pública'. Isso é apenas um jogo de poder, baseado em meias verdades, e muitas falácias." (Alvaro Oxley Rocha, cientista político e professor, pós-doutor em Criminologias Crítica e Cultural e doutor em Sociologia Política do Direito)

domingo, 15 de setembro de 2013

Donna/ZH - O que te fez ter vontade de deixar o jornalismo, a Globo?

Ana Paula Padrão - Foi um desejo de mudar de vida. Comecei a trabalhar com 15 anos e em jornalismo com 19. Toda a minha vida foi pautada pelo trabalho até o momento em que eu pensei: "Nossa, eu tenho 30 e poucos anos, meu companheiro de vida vai ser o trabalho?". Comecei a me questionar sobre isso, muito também em função das mulheres me procurando e me perguntando como eu equilibrava a balança. Que balança? Eu nem sei de que balança essa mulherada estava falando! Minha vida era totalmente desbalanceada, era totalmente trabalho. Trabalhava no mínimo 12 horas por dia. E todos os finais de semana. Minha diversão era trabalhar. Quando estava de folga, lia todos os jornais, fazia pesquisa de matérias, não tinha lazer, nunca tive. Até àquele momento da minha vida, tirei muito pouco tempo de férias. Meus amigos eram do trabalho, não tinha outras relações. Era uma vida muito pobre, né?

"A gente vira escrava do sucesso. As pessoas gostam de mim na bancada, o mercado gosta de mim na bancada, sou um bom produto na bancada, a audiência confia em mim e isso é muito bom para empresas patrocinadoras do telejornal, porque atraio bons patrocinadores. É bom para a TV, para os patrocinadores e para a audiência. Mas e eu?" (à Revista TPM)


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"Separados na maternidade"...

André Machado pensa que é o Alexandre Garcia: ao final do programa dele na Rádio Gaúcha, diz o mesmo bordão que o Garcia diz ao final do Bom Dia Brasil, quando é ele que apresenta.




















Aliás, o programa Gaúcha Atualidades é um festival de deboche ("Gaúcha Deboches"?). Se o André, a Rosane de Oliveira e a Carolina Bahia tivessem um pingo de esperteza em seu ser, poderiam ser chamados de irônicos; como não têm, dá pra chamar apenas de deboche. Os três automatizaram uma padronizada risadinha debochada no fim das frases. Lamentável e patético.

domingo, 4 de agosto de 2013

A cliança tá tliste

O Dunga é chato, bobo e feio porque não divulgou a escalação antes do início do Grenal... "Na verdade é o Internacional, vamos colocar no nome do Internacional, instituição da qual ele faz parte. Vamos repetir: o Internacional não liberou a escalação!, senão daqui a pouco a gente vai passar por incompetente..." (José Alberto Andrade, repórter veterano da Rádio Gaúcha) Francamente, que criancice esse jormalismo!